terça-feira, 16 de novembro de 2010

STM decide, hoje, se abre a caixa preta dos processos militares contra Dilma Roussef

O editor também demonstrou interesse pelo material em poder do STM. Seu advogado, Leudo Costa, protocolou Mandado de Injunção no STF para obrigar o STM a entregar-lhe tudo, mas até agora o ministro Marco Aurélio Mello não examinou sequer o pedido de liminar.- Será retomado hoje, no Superior Tribunal Militar, o julgamento do mandado de segurança protocolado pela Folha para tentar acessar o processo que levou a presidente eleita Dilma Rousseff à prisão na ditadura. O julgamento, suspenso por duas vezes, foi interrompido no dia 19 de outubro, após pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), para se manifestar no processo. A intervenção da AGU, considerada inapropriada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), impediu que a ação fosse julgada antes do segundo turno das eleições, como solicitava a Folha no mandado de segurança.
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Petrobras tem 43 contratos com marido de ministeriável

A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal.. Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ponte de aço de Agudo está pronta. Yeda vai marcar data da inauguração.

Já estão prontas as obras da ponte de aço de Agudo. A data da inauguração só depende da agenda de Yeda.
. Esta é uma obra inédita da engenharia gaúcha. Ela custou R$ 40 milhões. Jamais uma ponte de 420 metros de comprimento saiu em tão pouco tempo no RS. Correrão 11 meses desde que a ponte anterior caiu e a nova será entregue.


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PEDRO RUAS É AGORA O GATO QUE MIA.

Bem diferente do tom desafiador e insultuoso que usou no programa Conversas Cruzadas do ano passado para acusar o ex-presidente do Instituto Theotônio Villela, o professor Carlos Crusius, desta vez o vereador e ex-candidato do PSOL , Pedro Ruas, foi só humildade na audiência no processo a que responde por calúnia,injúria e difamação.
. Pedro Ruras, que é também advogado, tentou escapar atrás do manto da imunidade parlamentar, mais o juiz do caso repeliu a manobra. Pedro Ruas retirou tudo o que disse – mas era tarde.
. O juiz ouviu nesta quarta-feira três testemunhas da defesa (Stela Farias, Paulo Afonso Feijó e Maria da Graça), além de três temunhas da acusação (Pedro Westphalen, Auber Lopes e Mário Bernd).
- O testemunho mais patético foi do vice-governador Paulo Afonso Feijó, que confessou que só tomou conhecimento dos termos da acusação pouco antes da audiência e que nem viu o programa. O advogado de Pedro Ruas tentou jogar toda a culpa do incidente para cima do diretor do BRDE, Mário Bernd, um terrível polemista, que teria tirado o réu do sério, levando-o a atacar Carlos Crusius. Desta vez o PSOL não conseguiu armar seu circo no Foro, porque os agentes da segurança estavam prevenidos e não deixaram ninguém circular em torno do prédio.

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Governo quer antecipar R$ 750 mi do 13º salário no RS.

Yeda deu ordem ao seu Secretário da Fazenda, Ricardo Englert, para que antecipe o pagamento do 13º salário. Serão R$ 50 milhões líquidos.. A idéia é pagar no final de novembro ou primeiros dias de dezembro.. O Secretário disse ao editor que o 13º sairá até o dia 20 – na pior das hipóteses.. É a primeira vez que um governador entrega o 13º em dia, pago com recursos próprios, em 12 anos. Olívio teve que pedir ajuda a FHC e Rigotto apelou para Lula e para o Banrisul.

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Equipe de transição de Dilma tem ré da máfia dos sanguessugas

Nomeada para a equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff, com nome publicado ontem no Diário Oficial da União, a advogada alagoana Christiane Araújo de Oliveira foi denunciada e é ré em duas ações de improbidade na Justiça Federal de Alagoas, por envolvimento com a Máfia das Sanguessugas. Em março de 2008, a Justiça Federal aceitou as ações de improbidade, propostas em 2006 pelo Ministério Público Federal contra integrantes da máfia dos sanguessugas.. A advogada era assessora parlamentar do ex-deputado federal João Caldas, também indiciado na Operação Sanguessuga, esquema descoberto pela Polícia Federal que incluía o desvio de verba federal destinada à saúde. O escândalo foi chamado de “máfia das ambulâncias”. O outro assessor — James Sampaio Calado Monteiro —, também indiciado, é hoje prefeito de Palmeira dos Índios (AL).
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pont abre nova guerra com o governo Yeda e perturba a transição para o governo Tarso

- A Rodovia do Progresso é empreendimento privado de iniciativa do governo Yeda Crusius, inscrita nos programas de PPP (Parcerias Público-Privadas). Ela correrá por um dos lados do trecho da morte, o mais utilizado da BR-116, entre Porto Alegre e Novo Hamburgo - estrada totalmente congestionada, suplício dos suplícios que atrasam a economia do Estado. Está prevista para correr do outro lado a Estrada do Parque. Assim, teremos, correndo lado a lado: gratuitamente - BR-101 e Estrada do parque; paga - Rodovia do Progresso. Por que o PT não quer a Rodovia do Progresso ? 1) Por que ela custa a metade da Estrada do Parque, que não sai do lugar e não será concluída nunca, enquanto que a Rodovia do Progresso terá seu primeiro trecho de 12 quilômetros concluído dentro de dois anos. 2) Por que o PT quer manter a retórica da vanguarda do atraso, que é não fazer e não permitir que ninguém faça. O congelamento do atraso, da pobreza, dos problemas e do infortúnio, garante caldo de cultura que elege os representantes do PT. É só verificar quem elegeu Dilma Roussef. O Deputado Raul Pont, líder da bancada e também Presidente do PT do RS, desafinou completamente do clima de cordialidade que vai cercando a transição para o governo do governo do Sr. Tarso Genro, porque resolveu abrir nova guerra contra a governadora Yeda Crusius, já que decidiu representar ao Ministério Público Estadual para que os procuradores impeçam o prosseguimento do edital de licitação da empresa ou consórcio que construirá a Rodovia do Progresso, a RS-010 que correrá paralelamente à estrada da morte, a BR-116, no trecho entre Porto Alegre e Sapiranga. O recurso é um factóide perverso, porque nem caberá à Yeda assinar o contrato com o vencedor da licitação, mas isto ficará a cargo de Tarso. Se ele não quiser, bastará não assinar. Yeda insiste porque acha que o novo governo ganhará dois anos de preliminares, que foi o tempo que ela investiu para chegar até o edital de agora. A Rodovia do Progresso será privada, cobrará pedágio, é uma estrada de escape diante da própria BR já existente e da Estrada do Parque, federal em construção do lado direito, ambas gratuitas. Não é a única contradição existente internamente dentro do PT nesta fase de transição. Acompanhe melhor, lendo o que o editor transcreveu, a partir do programa deste início de tarde na Rádio Guaíba.RONALDO BERWANGER(apresentador) – Vamos com a repórter TALINE OPPITZ, que vem com seu comentário sobre política do estado. TALINE OPPITZ(repórter) – O líder da bancada do PT, RAUL PONT subiu a tribuna na Assembléia Legislativa para anunciar que a bancada vai ingressar junto ao Ministério Público, questionando a assinatura do contrato do atual governo, que é por meio de Parceria Público Privada, para a construção da RS-010, a conhecida rodovia do progresso, que é uma das medidas dos olhos da governadora YEDA CRUSIUS. RAUL PONT disse que num certo trecho, de 35 quilômetros, dá para fazer quatro fases de pedágios, sem que a empresa tenha que interferir no custo da construção que é por isso que a bancada do PT decidiu agir pelo Ministério Público. Ficou bem evidente que apesar de todo o descontentamento que vem permeando os bastidores, apesar de todas as posturas internas e de cordialidade, o futuro governo deixou a bancada do partido agir. Isso com certeza deve ser feito ainda esta semana pela transição.IEDA RISCO(apresentadora) – Aliás, o clima da transição parece que anda bastante estranho. De acordo com informações dentro do próprio PT e de suas correntes, há um grupo um quanto tanto afastado dos demais integrantes lá mesmo onde esta sendo realizada toda essa transição, na sede da PROCERG/RS na Zona Sul. TALINE OPPITZ(repórter) – São exatamente essas correntes que são coligadas com o PT, elas são mais de vinte e oito. Mas as mais fortes são as correntes que estão disputando a transição e querem participar do governo. E agora uma queda de braço muito intensa no partido, que não é de hoje, que desenvolve assuntos polêmicos, de decisões de partidos que o partido deve tomar, e não ser diferente com o governador eleito para comandar o Palácio Piratini. Há uma queda de braço muito forte por espaços entre as correntes. Uma das principais é em relação a Secretaria da Educação, duas correntes pretendem fazer aí suas indicações e por isso mesmo TARSO GENRO pode acabar saindo na terceira via. Essa queda de braço entre o PT já causaram alguns problemas para os partidos, mas eles continuam sustentando que isso é democracia interna, que faz parte, que é importante.

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Yeda passará para Fortunatti todo o projeto do Puerto Madero de Porto Alegre.

O novo governador, Tarso Genro, terá uma pequena surpresa quando assumir no dia 1º de janeiro.. É que ele não terá como adiar ou interferir no andamento do Projeto Cais Mauá, o Puerto Madero de Porto Alegre.. Acontece que até o final do mês a governadora Yeda Crusius passará tudo para o âmbito da Prefeitura de Porto Alegre. É tudo o que deseja a Prefeitura.- Caberá ao Prefeito José Fortunatti, do PDT, administrar o contrato que será cumprido pela empresa espanhola que implantará e gerenciará o nosso Puerto Madero, cujos investimentos previstos somam R$ 500 milhões.
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a ajuda do governo Lula ao Banco PanAmericano

Daqui a pouco, as 11h, o editor falará on line na Twitcam, http://twitcam.com/2nmky sobre o Proes do governo Lula, que acaba de salvar da falência o Banco PanAmericano, de Silvio Santos. Dono do SBT, Silvio Santos foi recebido em plena campanha por Lula. Mais tarde, o SBT serviu o prato que Lula usou para atacar Serra no caso do incidente das bolinhas de papel. O comentário também vai para a capa do site http://www.polibiobraga.com.br/

TCU aponta graves irregularidades em 18 obras incluídas no PAC

O Tribunal de Contas da União (TCU) relacionou 18 obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entre as 32 que apresentam irregularidades graves e que, portanto, devem ser paralisadas. Algumas dessas obras foram destacadas como exemplos na campanha da candidata eleita do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.. Entre essas obras estão a ampliação do sistema de esgoto de São Luís, no Maranhão; a construção das obras do Berço de Atracação do Porto de Vitória, no Espírito Santo, e as obras da Ferrovia Norte-Sul, em Tocantins. As obras do PAC estão distribuídas por 15 das 27 Unidades Federativas do País.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Enem 2010 está supenso!

A justiça federal suspende nesta segunda feira o enem 2010!
Os problemas com algumas provas amarelas, e a inversão da entitulações dos gabaritos que causaram grande confusão foram o motivo da suspensão.

Leia mais no link.www.enemeprouni.com

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os pais que não sabem cuidar dos fillhos!

A frase agora é: Nós somos os pais! Más... Não sabemos cuidar!!
Texto: Paulo Furtado

Há poucos dias... Eu vi o velho garoto propaganda (Lula) em uma de suas muitas aparições em favor da então candidata Dilma. Ele disse que: a Dilma è uma espécie de Mãe do pac! perai... Se ela é uma espécie de mãe, então... Ele o (Lula) deve ser uma espécie de Pai? Logo isto é coisa de familia PT? Logo então o Palocci deve ser um tio mais chegado? Ou padrinho? Quem sabe?
Este tal de pac e ou esta criança com o tal sugerido pai (Lula) fala e diz que é um programa de aceleração ao crescimento! Crescimento do que? Só ser for... Programa de Aceleração Pac Tuações das ações de desgoverno dos comparsas do P T.

E o povão... Foi enrolado outra vez. Porque Dilma não incluiu no seu discurso que iria trazer de volta a maldita CPMF como um de seu primeiro ato de governo? Mesmo que disfarçada de contribuição? Deveria ter colocado isto como uma das prioridades (já que é praticamente o seu primeiro canetásso) e o pior é que, este dinheiro não vai para a saúde! Se o pai do PAC (Lula) juntamente com a mãe (Dilma) tivessem dito ao povo Brasileiro que este é Programa Aceleração de Criação de imposto disfarçado de contribuição já em seu primeiro ato do terceiro mandato, (porque o governo é velho e certamente continuará) pelo ao menos o que sei é que; a Dona Dilma já está sentada lá na cadeira do presidente a muitooo tempo. Vai ver que ela também não sabia do desvio e super faturamento das obras do DENIT no trecho (Rio Grande do norte BR101) que faz parte do esquema (PAC) programa de acelerações ao clientelismo das empreiteiras e afins? Certamente, a mamãe (Dilma) não sabia, assim como o papai (Lula) também não!
No rumo que está indo, Nós (o Brasil) vamos ter que retomar a guarda deste filho e de muitos outros que ai estão em nome de um programa de extorsão e desvios do erário público.

Por nada quiseram tirar FHC. Por muito menos cassaram o Fernando Collor.
Acho que em breve teremos que pensar no movimento fora Dilma!!


Paulo Furtado
Presidente da zona 114 PSDB Poa/Rs

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Parabéns ao amigo tucano Ernani Acosta!

Caro amigo Ernani, desde já quero desejar a você muito sucesso! neste novo momento de sua caminhada politica, pois sei que, o seu trabalho será de grande valor junto ao municipio de Palmares do Sul. Parabéns!
Paulo Furtado.
Presidente da Zonal 114/Porto Alegre /rs

De mãe para filho

Tarso e o PT cutucam Yeda com vara curta e sem pudor- Tarso Genro não tem se ocupado apenas dos assuntos do seu governo no RS, mas resolveu dar palpites sobre o novo governo federal, enquanto não se preocupa com a ONU. Sua posição favorável ao retorno da CPMF é inaceitável, abusiva e despropositada. O PT e o novo governador, Tarso Genro, demonstram pouca inteligência na cobrança pública de contingenciamentos das ações do governo em pleno exercício.. Ambos precisam demonstrar maior pudor.. Qualquer capitis diminutio é exigência intolerável ao governador que se elegeu democraticamente para governar até o último dia. A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe limites que são suficientes. - Com as contas em dia, inclusive salários e 13º, dinheiro em caixa, Tarso Genro nem de longe receberá a herança maldita que Olívio Dutra passou a Germano Rigotto.

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

» Prezado(a) PAULO FURTADO
FHC diz não endossar mais PSDB que não defenda a sua históriaMARIA CRISTINA FRIAS (COLUNISTA DA FOLHA)VINICIUS MOTA (SECRETÁRIO DE REDAÇÃO )(02/11/2010) (Atualizado às 06h58 ) \"Não estou mais disposto a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história\", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), ontem, em entrevista no instituto que leva seu nome, no centro de SP.Presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique defende que o partido anuncie dois anos antes das eleições presidenciais seu candidato. \"O PSDB não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D.\"(Eduardo Knapp/Folhapress)O ex-presidente diz que Lula \"desrespeitou a lei abundantemente\" na campanha e que promove \"um complexo sindical-burocrático-industrial, que escolhe vencedores, o que leva ao protecionismo\". Para FHC, a tradição brasileira de \"corporativismo estatizante está voltando\". Lula é uma \"metamorfose ambulante que faz a mediação de tudo com tudo\".Folha - José Serra aproveitou a oportunidade do segundo turno como deveria?Fernando Henrique Cardoso:- Cada um tem um estilo e Serra foi fiel ao estilo dele. Tomou as decisões dele na campanha, com o [marqueteiro Luiz] Gonzalez. Não fez diferente do que se esperaria de Serra como um candidato persistente, que define uma linha e, aconteça o que acontecer, vai em frente. O PSDB, e não o Serra, tem outros problemas mais complicados. Não é falta de bons candidatos. O problema é ter uma noção do coletivo, uma linguagem que expresse o coletivo, que não pode ser fechado no partido. Numa sociedade de 130 milhões de eleitores, a mensagem conta muito --no conteúdo e no modo que se transmite.Como o Lula ficou muito fixado numa comparação para trás, os candidatos esqueceram a campanha e não definiram o futuro. Esse é o desafio --para o PSDB também. O nosso futuro vai ser, outra vez, fornecer produtos primários? Ou vamos desenvolver inovação, modificar a educação, continuar a industrialização. Isso não foi posto [na campanha]. Qual será nossa matriz energética. Preocupa-me muito a discussão do petróleo.Nesse campo, o seu governo quebrou o monopólio da Petrobras e implantou o modelo de concessão. A fórmula proposta por Lula, de partilha, para o pré-sal, que traz novos privilégios à Petrobras, é melhor?Não posso responder, porque não vi a discussão. Preocupa-me esse modelo porque força uma supercapitalização [da Petrobras] sem que se saiba bem qual será o modelo de venda desse petróleo. Essa forma de partilha proposta é uma estatização do risco. O risco quem corre é o Estado, ao contrário do modelo de concessão.O que estamos fazendo é uma dívida. Isso obriga a sobrecapitalizar a Petrobras. Parece que não temos mais problemas de poupança no Brasil. Entramos numa ilusão tremenda nessa matéria. O Tesouro faz a dívida com o mercado e empresta para o BNDES ou para a Petrobras. É como se não precisássemos mais poupar. Mas a dívida está aí. Essa questão o PSDB não politizou.O governo Lula mobiliza fundos públicos e paraestatais e patrocina a formação de grandes empresas no país, uma espécie de complexo \"industrial-burocrático\", parodiando o \"industrial-militar\" do Eisenhower [em 1961, ao deixar o governo, o então presidente dos EUA Dwight Eisenhower alertou para os riscos de uma influência excessiva do complexo industrial-militar para o processo democrático]. Há mais ruptura ou continuidade em relação ao processo que se iniciou no seu governo, quando o BNDES e os fundos de pensão das estatais viabilizaram as privatizações?Tudo é uma questão de medida. Os fundos [de pensão] entraram na privatização porque já tinham ações nas teles e participar do grupo de controle lhes dava vantagem. Fizeram um bom negócios Mas tive sempre o cuidado da diversificação. No mundo integrado de hoje, convém que a economia tenha um setor público eficiente e que tenha um setor privado, nacional e estrangeiro. Tentamos equilibrar isso.O problema agora é de tendência, de gigantismo de uns poucos grupos, nesse complexo, que na verdade é sindical-burocrático-industrial, com forte orientação de escolher os vencedores. Isso é arriscado do ponto de vista político e leva ao protecionismo. A máxima \"política tem fila\" foi usada para defender a precedência de Serra sobre Aécio na eleição de 2010. A fila andou ontem? Chegou a vez de Aécio Neves no PSDB? Eu não posso dizer que passou a primeiro lugar, mas que o Aécio se saiu bem nessa campanha, se saiu. Não posso dizer que passou a primeiro lugar porque o Serra mostrou persistência e teve um desempenho razoável.Não diria que existe um candidato que diga: \"Eu naturalmente serei\". Mas o PSDB também não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D. Dentro de dois anos temos de decidir quem é e esse é tem de ser de todo mundo, tem de ser coletivo.Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história. Tem limites para isso, porque não dá certo. Tem de defender o que nós fizemos. A privatização das teles foi bom para o povo, para o Tesouro e para o país. A privatização da Vale foi um gol importante, porque, além do mais, a Vale é uma empresa nacional. A privatização da Embraer foi ótima.Então por que não dizer isso? Por que não defender? Privatizar não é entregar o país ao adversário, pegar o dinheiro do povo e jogar fora. Não. É valorizar o dinheiro do país. Tudo isso criou mais emprego, deu mais renda para o Estado.Do ponto de vista econômico, as questões estão bem encaminhados. Os motores da economia são fortes. Os problemas maiores são em outras áreas: educação, segurança, democracia, igualdade perante a lei, droga. Não é para saber se a economia vai crescer, é se a sociedade vai ser melhor.Sobre a democracia no Brasil, o sr. escreveu, recentemente, que é uma maquinaria institucional em andamento, mas que lhe falta o \"espírito\": \"a convicção na igualdade perante a lei, a busca do interesse público e de um caminho para maior igualdade social\". Sinais desse espírito no processo eleitoral que se encerrou?Francamente não vejo. O presidente Lula desrespeitou a lei abundantemente. Do ponto de vista da cultura política, nós regredimos. Não digo do lado da mecânica institucional --a eleição foi limpa, livre. Mas na cultura política, demos um passo para trás, no caso do comportamento [de Lula] e da aceitação da transgressão, como se fosse banal.Houve abuso do poder político, que tem sempre um componente de poder econômico. Quantos prefeitos foram cassados aqui em São Paulo, por exemplo em Mauá, por abuso do poder econômico? Por nada, comparado com esse abuso a que assistimos agora. Não posso dizer que houve progresso da cultura democrática brasileira.Aqui está havendo outra confusão. Pensar que a democracia é simplesmente fazer com que as condições de vida melhorem. Ela é também, mas não se esqueça que as ditaduras fazem isso mais depressa.Como o sr. vê a volta de temas como religião na campanha?Com preocupação. O Estado é laico, e trazer a questão religiosa para primeiro plano de uma discussão política não ajuda. Todas as religiões têm o direito de pensar o que queiram e de pregar até o comportamento eleitoral de seus fieis. Mas trazer a questão como se fosse um debate importante, não acho que ajude.A dose dos chamados marqueteiros nas campanhas tucanas está exagerada?Sim, em todas as campanhas. Nós entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. Hoje a campanha faz pesquisas e vê o que a população quer naquele momento. A população sempre quer educação, saúde e segurança, e então você organiza tudo em termos de educação, saúde e segurança.Sem perceber que a verdadeira questão é como você transforma em problema uma coisa que a população não percebeu ainda como problema. Liderar é isso. Aí você abre um caminho. A pesquisa é útil não para você repetir o que ela disse, mas para você tentar influenciar no comportamento, a partir de seus valores.Suponha uma pesquisa sobre privatização em que a maioria é contra. A posição do líder político é tentar convencer a população [do contrário]. O que nós temos na campanha é a reafirmação dos clichês colhidos nas pesquisas. Onde é que está a liderança política, que é justamente você propor valor novo. O líder muda, não segue.Como mostrar as diferenças entre PT e PSDB? As ideias tucanas não são difíceis de assimilar?Você se lembra de quando fui presidente? A ambição de todo mundo era cortar a burocracia. Por quê? Porque foi politizado. É preciso politizar, e não é na hora da campanha.O PSDB, quando digo que tem que ter por referência o coletivo e ter um projeto, é agora. Não é para daqui a quatro anos. Daqui a quatro anos é tarde. Ou durante quatro anos você martela os seus valores e transforma os seus valores em algo que é compartilhado por mais gente, ou chega lá e não consegue. É tarde.Mas o PSDB deixou o Lula falando sozinho um bom tempo.Não foi só o PSDB. Foi todo mundo. Quando o nosso sistema presidencialista é exercido a partir de uma pessoa carismática como o Lula e que tem por trás um partido organizado, ele quase se torna um pensamento único.Aqui, fora da campanha, só o governo fala. Quando fala sem parar, o caso atual, e sob forma de propaganda, fica difícil de controlar. No meu tempo, também era o governo que falava. Como não tenho o mesmo estilo e não usava uma visão eleitoreira o tempo todo, não aparecia tanto. Mas isso é da cultura brasileira.Jornal dá o \"outro lado\", mas a TV não dá --só dá na campanha. O que a mídia em geral transmitiu ao longo desses oito anos? Lula, violência e futebol.A oposição, liderada pelo PSDB, ficou mais forte nos Estados e mais fraca no Congresso. Como fará para resistir à força gravitacional do Planalto?Não é fácil, porque os Estados têm interesses administrativos. Mas um pouco mais de consistência oposicionista pode. No regime militar, Montoro e Tancredo eram governadores e se opunham. É preciso recuperar um pouco essa dimensão política. Mas o carro chefe para puxar [a oposição] não pode ser o governador. Tem de ser o partido. E não é o PSDB só. Esses 44 milhões [votação de Serra no domingo] não são do PSDB. É uma parte da sociedade brasileira que pensa de outra maneira. E não se pode aceitar a ideia de que são os mais pobres contra os mais ricos. Nunca vi uma elite tão grande: 44 milhões de pessoas.A polarização nacional entre PT e PSDB completou 16 anos. Tem feito mais bem ou mais mal ao Brasil?O que o Chile fez na forma da Concertação [a aliança entre o Partido Socialista e a Democracia Cristã que governou o Chile de 1990 a 2010], fizemos aqui sob a forma de oposição. Há muito mais uma linha de continuidade que de quebra. Queira ou não queira, o pessoal do PT aderiu, grosso modo, ao caminho aberto por nós. Isso é que deu crescimento ao Brasil. A briga, na verdade, é pelo poder, não é tanto pelo conteúdo que se faz. No tempo que cheguei lá, eu escrevi o que ia fazer e fiz. Nunca mudei o rumo. O Lula mudou o rumo. Agora acho que tem aí o começo de um rumo que não é o mesmo meu, que é esse mais burocrático-sindical-industrial. E tem uma diferença na concepção da democracia, e o PSDB tem de acentuar essa diferença.Mas o que seria essa social-democracia?Social-democracia, vamos devagar com o ardor. O sujeito da social-democracia europeia eram a classe trabalhadora e os sindicatos. Aqui são os pobres. O Lula deixou de falar em trabalhador para falar em pobre. Mudou. Nós descobrimos uma tecnologia de lidar com a pobreza, mas estamos por enquanto mitigando a pobreza.Tem de transformar o pré-sal em neurônio. Esse é o saldo para uma sociedade desenvolvida. Social-democracia hoje é isso. É inclusão social, respeitando o mercado, sabendo que o Estado terá um papel importante, mas não é tudo, e que o mercado tem de ser regulado de olho numa inclusão que não seja só de mitigação. Não pode ter predomínio do olhar do Estado. Está se perfilando, no PT e adjacências, uma predominância do olhar do Estado, como se o Estado fosse a solução das coisas. Continuo achando que o Estado é indispensável, mas a sociedade deve ter uma participação mais ativa. Os movimentos sociais estão todos cooptados.Então a diferença entre PT e PSDB, para o sr., se dá em relação ao papel do Estado.Mas não no sentido de não ter papel para o Estado. No sentido de que esse papel tenha de ser de um Estado que se abra para a sociedade. Não de um Estado burocrático, que se imponha à sociedade.A nossa tradição é de corporativismo estatizante, e isso está voltando. É uma mistura fina, uma mistura de Getúlio, Geisel e Lula. O Lula é mais complicado que isso, porque é isso e o contrário disso. Como é a metamorfose ambulante, faz a mediação de tudo com tudo.Lula sempre faz a mediação para que o setor privado não seja sufocado completamente. Não sei como Dilma vai proceder.O sr. sente que isso tende a se aprofundar nesse novo governo? Sim, a segunda parte do segundo mandato de Lula foi assim. A crise global deu a desculpa para o Estado gastar mais. E o pobre do Keynes pagou o preço. Tudo é Keynes [O economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) defendeu, em sua obra \"Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda\", a intervenção do Estado na economia para controlar as crises econômicas]. Investimento não cresceu, gasto público se expandiu, foi Keynes.Não acho que o Brasil vá no sentido da Venezuela porque a sociedade nossa é mais forte. Aqui há empresas, imprensa, universidades, igrejas, uma sociedade civil maior, mais forte. Isso leva o governo a também ter cautela. Veja o discurso da Dilma de ontem [domingo]. Ela beijou a cruz.Como todo mundo percebia uma tendência nesse sentido, ela disse: \"Olha aqui, vou respeitar a democracia, vou dar a mão a todos\". Ela tem que dizer isso, porque senão ela não governa.O que esperar de Dilma Rousseff, que estreia num cargo eletivo logo na Presidência, no dia 1º de janeiro?Nós não sabemos não só o que ela pensa, mas como é que ela faz. O Brasil deu um cheque em branco para a Dilma. Vamos ver o que vai acontecer com a conjuntura econômica, mundial e aqui. Há um problema complicado na balança de pagamentos, um deficit crescente, uma taxa de juros elevada e uma taxa de câmbio cruelSaudações tucanas, 03 de novembro de 2010.TOMAZ WONGHONFUNDADOR NACIONAL PSDB

segunda-feira, 1 de novembro de 2010


Mapa mostra que Brasil clientelista ficou com Dilma

O mapa com o resultado das eleições demonstra bem a origem desta oposição que se tornou maior: a mancha azul do mapa é justamente a do Brasil que abraçou o capitalismo moderno e perseguidor do em estar social, mas que paralelamente não abre mão do estado democrático de direito e dos princípios republicanos, ameaçado pelo outro Brasil da mancha vermelha, atrasado, clientelista, devorador das riquezas produzidas pelas regiões da mancha azul. Rota dos migrantes gaúchos semeou o progresso.






Nesta rota ganhou Serra

O leitor gaúcho deve prestar atenção no que vê no mapa, porque parte do RS em direção ao Centro-Oeste e Norte, este Brasil moderno, capitalista, desbravador, competitivo, que não quer ficar pendurado nas tetas do Estado, democrático. A rota que sai do RS é a que cumpriram os migrantes gaúchos que levaram para cima seu espírito desbravador, libertário e da economia moderna.

domingo, 31 de outubro de 2010

Caros amigos tucanos, chegamos ao fim desta etapa. Certo de que o Rio Grande do Sul mostrou que, nós manteremos nosso posicionamento de oposição firme!

Um forte abraço a todos que se doaram de corpo e alma nesta campanha.

Paulo Furtado.
Presidente da Zonal 114 Poa.